CBO 2618-20 – Repórter Fotográfico
💼 Atividades Incluídas
Fotógrafos que trabalham em jornalismo documentação de eventos
📝 Detalhes
CBO 2618-20 — Repórter Fotográfico
O que é o CBO 2618-20?
O CBO 2618-20 identifica o Repórter Fotográfico (ou Fotojornalista) — profissional que registra acontecimentos, fatos e cenas com o objetivo de informar e documentar a realidade para veículos de comunicação, agências de notícias e publicações jornalísticas.
O fotojornalismo é uma das áreas mais desafiadoras da fotografia: exige rapidez, capacidade de adaptação, olhar narrativo e comprometimento com a verdade factual. O repórter fotográfico trabalha em parceria com jornalistas de texto e editores para contar histórias visuais que complementam e ampliam a cobertura jornalística.
Atividades Típicas
- Cobertura de eventos noticiosos: manifestações, eleições, desastres, acidentes, inaugurações e eventos oficiais.
- Fotojornalismo esportivo: partidas de futebol, competições olímpicas, eventos de MMA e outras modalidades.
- Fotografia documental: documentar comunidades, culturas, questões sociais e ambientais.
- Retrato jornalístico: fotos de personalidades, entrevistados e protagonistas de matérias.
- Cobertura policial: registros de cenas de crime, operações policiais e flagrantes (com ética e responsabilidade).
- Fotografia política: cobertura de sessões legislativas, campanhas eleitorais e eventos governamentais.
- Ensaios fotográficos jornalísticos: séries de fotos que contam uma história em profundidade.
Mercado de Trabalho
| Modalidade | Descrição | Remuneração (2026) |
|---|---|---|
| CLT em jornal/revista | Fotógrafo fixo de redação | R$ 3.000 – R$ 8.000/mês |
| CLT em portal de notícias | Fotógrafo para conteúdo digital | R$ 2.500 – R$ 6.000/mês |
| Freelancer para agências | Cobertura sob demanda (Reuters, AFP, etc.) | R$ 300 – R$ 2.000/pauta |
| Fotógrafo de assessoria de imprensa | Coberturas para assessorias e empresas | R$ 500 – R$ 3.000/evento |
| Projetos documentais | Bolsas, editais culturais, livros | R$ 5.000 – R$ 50.000/projeto |
Regulamentação Profissional
O repórter fotográfico tem uma situação regulamentar particular:
- A profissão de jornalista foi desregulamentada pelo STF em 2009 — não é obrigatório diploma de jornalismo para exercer.
- O registro profissional de jornalista (DRT/SRTE) ainda existe e pode ser obtido por diplomados ou por comprovação de exercício profissional.
- O piso salarial de jornalista (incluindo fotojornalista) é definido por convenção coletiva sindical em cada estado.
- O sindicato dos jornalistas representa também os repórteres fotográficos em questões trabalhistas.
Equipamento do Fotojornalista
- Câmera robusta e rápida: Canon R3, Nikon Z9 ou Sony A1 — foco rápido, alta taxa de disparo, selagem contra clima.
- Lentes versáteis: 24-70mm f/2.8 (principal), 70-200mm f/2.8 (esporte/distância), 16-35mm f/2.8 (ambientes apertados).
- Flash discreto: speedlite com difusor para situações internas sem interferir no ambiente.
- Dois corpos de câmera: essencial para não perder momentos ao trocar lentes.
- Laptop com conexão rápida: para edição e envio de fotos em campo (transmissão ao vivo para agências).
- Colete ou mochila funcional: acesso rápido a equipamentos durante coberturas.
Ética no Fotojornalismo
O repórter fotográfico segue princípios éticos fundamentais:
- Veracidade: não manipular imagens para alterar fatos — ajustes técnicos (exposição, corte) são aceitos, mas alteração de conteúdo é proibida.
- Dignidade: respeitar a dignidade das pessoas fotografadas, especialmente vítimas e menores de idade.
- Contexto: a foto deve representar fielmente o contexto em que foi capturada.
- Direito à imagem: equilibrar o interesse público com o direito à privacidade dos envolvidos.
- Identificação: identificar-se como profissional de imprensa quando solicitado.
Dicas para o Repórter Fotográfico
- Domine o equipamento no escuro: em situações de pressão, você precisa ajustar câmera instintivamente.
- Construa relacionamento com editores: boas fotos precisam de bons veículos — networking é essencial.
- Invista em projetos pessoais: ensaios documentais autorais abrem portas para prêmios, bolsas e reconhecimento.
- Use o CBO 2618-20: em registros CLT, concursos e documentos oficiais, use este código específico.
❓ Perguntas Frequentes
Qual é o CNAE para fotografia? +
O CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) principal para fotografia é 7420-0/01 — Atividades de produção de fotografias, exceto aérea e submarina.
Códigos CNAE para fotografia:
• 7420-0/01 — Atividades de produção de fotografias:
O código mais usado por fotógrafos. Abrange fotografia para passaportes, escolas, casamentos, anúncios publicitários, editoriais e atividades comerciais em geral. Este é o código que você deve usar ao abrir seu MEI ou empresa.
• 7420-0/02 — Atividades de fotografia aérea e submarina:
Exclusivo para fotógrafos que trabalham com drones (fotografia aérea) ou mergulho (submarina). Se você oferece ambos os serviços, pode registrar os dois CNAEs.
Como usar o CNAE na prática:
Para MEI (Microempreendedor Individual):
O CNAE 7420-0/01 é permitido no MEI, com limite de faturamento de R$ 81.000/ano. A contribuição mensal é de aproximadamente R$ 75 (valor de 2026), que inclui INSS, ISS e ICMS. Este é o caminho mais simples e econômico para formalização.
Para ME (Microempresa) ou EPP:
Se você fatura mais de R$ 81.000/ano, abra uma ME com o CNAE 7420-0/01 no Simples Nacional. As alíquotas começam em 6% sobre o faturamento bruto.
Atividades incluídas no CNAE 7420-0/01:
Fotografia publicitária, fotografia de eventos (casamentos, formaturas, festas), fotografia de produto, fotografia de estúdio (retratos, books), fotografia editorial, fotografia industrial, restauração e retoque de fotografias, filmagem de eventos e produção de vídeos.
Atividades NÃO incluídas:
Fotografia aérea (CNAE 7420-0/02), produção cinematográfica (CNAE 5911-1/01), design gráfico (CNAE 7410-2/02) e processamento laboratorial de filmes (CNAE 7420-0/04).
Dica importante:
Ao contratar um contador, confirme que o CNAE registrado corresponde exatamente às atividades que você realiza. Usar o CNAE errado pode gerar problemas fiscais e dificultar a emissão de notas fiscais.
