❓ Perguntas Frequentes
Respostas diretas para as dúvidas mais comuns de fotógrafos profissionais
💼 Carreiras e Profissões
Como se tornar um fotógrafo profissional? +
Para se tornar um fotógrafo profissional no Brasil, você precisa combinar habilidades técnicas, equipamento adequado e uma estratégia de negócio. Não existe exigência de diploma universitário — a profissão é regulamentada apenas pela prática e registro fiscal.
Passo a passo para se profissionalizar:
1. Domine os fundamentos técnicos
Antes de qualquer coisa, estude os pilares da fotografia: composição, exposição (ISO, abertura, velocidade do obturador) e iluminação. Você pode aprender por cursos online, workshops presenciais ou livros especializados. O mais importante é praticar diariamente — fotografe tudo ao seu redor.
2. Invista em equipamento básico de qualidade
Você não precisa do equipamento mais caro para começar. Um corpo de câmera mirrorless ou DSLR de entrada (R$ 3.000-5.000), uma lente 50mm f/1.8 (R$ 800-1.200) e um flash speedlite (R$ 500-800) já formam um kit profissional competente.
3. Aprenda edição e pós-processamento
Dominar Lightroom e Photoshop é essencial. O pós-processamento é responsável por até 50% do resultado final de uma foto profissional. Desenvolva um estilo de edição consistente — isso se torna sua identidade visual.
4. Construa um portfólio profissional
Seu portfólio é seu currículo. Comece com trabalhos voluntários ou com preços reduzidos (TFP — Time for Print) para acumular imagens de qualidade. Selecione apenas suas 20-30 melhores fotos. Qualidade importa mais que quantidade.
5. Formalize-se legalmente
Para trabalhar legalmente, registre-se como Microempreendedor Individual (MEI) com o CNAE 7420-0/01, que permite faturar até R$ 81.000 por ano com imposto simplificado. Se já fatura mais, considere abrir uma ME (Microempresa).
6. Defina sua especialidade
Fotógrafos generalistas ganham menos que especialistas. Escolha um nicho (casamentos, retratos, produto, corporativo, newborn) e torne-se referência nele. A especialização permite cobrar mais e atrair clientes melhores.
7. Invista em marketing e presença online
Crie um site profissional com portfólio, mantenha Instagram ativo com conteúdo regular, cadastre-se no Google Meu Negócio e peça avaliações de clientes satisfeitos. O marketing orgânico (SEO + redes sociais) é o motor de crescimento para fotógrafos.
Qual é a diferença entre fotógrafo autônomo e PJ? +
A principal diferença entre fotógrafo autônomo e PJ está na forma de tributação, emissão de documentos e responsabilidade legal. A escolha entre os dois depende do seu faturamento mensal e do tipo de clientes que atende.
Fotógrafo autônomo — pessoa física
Como autônomo, você se registra com Inscrição Municipal na Prefeitura (CCM) e recebe pagamentos via RPA (Recibo de Pagamento Autônomo). Nesse caso, o contratante é responsável por reter os impostos.
O INSS custa 20% sobre o rendimento como contribuinte individual, ou 11% no plano simplificado. O ISS varia de 2% a 5% sobre cada serviço, dependendo da cidade. O Imposto de Renda segue a tabela progressiva da pessoa física, podendo chegar a 27,5%.
Essa modalidade é ideal para quem tem renda baixa ou esporádica, poucos clientes e está no início de carreira. A desvantagem é que os impostos ficam pesados quando a renda cresce, e há mais burocracia para o contratante.
Fotógrafo PJ — MEI (até R$ 81.000/ano)
O MEI é a forma mais popular de PJ entre fotógrafos. Você obtém um CNPJ pelo Portal do Empreendedor e passa a emitir Nota Fiscal de Serviço (NFS-e). O custo fixo é de aproximadamente R$ 75,90 por mês, com INSS e ISS já inclusos.
Não há cobrança separada de Imposto de Renda como PJ, desde que não haja distribuição de lucros tributável. É ideal para quem fatura até R$ 6.750 por mês e trabalha sozinho.
Fotógrafo PJ — ME/EPP no Simples Nacional
Quando o faturamento ultrapassa R$ 81.000 por ano, o caminho é abrir uma Microempresa. As alíquotas do Simples começam em 6% sobre o faturamento bruto, e você precisa de um contador (R$ 200 a R$ 500 por mês).
A grande vantagem é poder contratar funcionários, emitir notas sem limite e ter mais credibilidade com clientes corporativos. O limite do Simples vai até R$ 4,8 milhões por ano.
Qual escolher na prática?
Se você fatura menos de R$ 3.000 por mês de forma esporádica, o registro como autônomo resolve. De R$ 3.000 a R$ 6.750, o MEI é mais vantajoso pela simplicidade e carga tributária fixa. Acima disso, a ME no Simples Nacional é o caminho natural.
Qual é o CBO do fotógrafo? +
O CBO (Código Brasileiro de Ocupações) do fotógrafo é 2618-05. Esse código é mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego e classifica a ocupação em processos trabalhistas, concursos públicos, registros de CTPS e vínculos com o INSS.
Códigos CBO para fotografia
O código principal é o CBO 2618-05 — Fotógrafo. É o mais abrangente e cobre fotografia comercial, eventos, casamentos, retratos e estúdio. A maioria dos profissionais usa esse código no dia a dia.
Para quem atua em publicidade, existe o CBO 2618-10 — Fotógrafo Publicitário, específico para profissionais de agências que fotografam campanhas e materiais promocionais.
O CBO 2618-15 — Fotógrafo Retratista
é voltado para quem se especializa em retratos individuais, familiares e books pessoais. Já o CBO 2618-20 — Repórter Fotográfico
atende fotojornalistas que trabalham em redações de jornais, revistas e portais de notícias.
Quando você precisa do CBO
O código é exigido em algumas situações específicas. No registro da CTPS, o empregador deve informar o CBO correto ao contratar em regime CLT. Na contribuição ao INSS, o código classifica sua atividade junto à Previdência Social.
Em concursos públicos, alguns editais pedem que o candidato comprove experiência no CBO específico. O código também aparece em documentos como o eSocial e em relatórios de segurança do trabalho.
Dica prática:
na dúvida, use o 2618-05. É o código genérico que cobre a maioria das atividades fotográficas. Você pode consultar todos os códigos atualizados no site oficial do CBO, mantido pelo Ministério do Trabalho.
Consultas e formalização relacionadas
Para consultar os detalhes completos de cada código CBO, acesse CBO 2618-05 - Fotógrafo. Se você precisa do CNAE para abrir empresa, veja Qual é o CNAE para fotografia?
Para entender qual regime tributário usar com seu CBO, confira nosso guia MEI para Fotógrafo: Vale a Pena? e saiba quanto custa se registrar como fotógrafo autônomo.
Qual é o salário mínimo de um fotógrafo? +
Em 2026, não existe um salário mínimo específico para fotógrafos definido por lei federal. O piso salarial varia conforme o estado, a convenção coletiva do sindicato da região e o tipo de contrato (CLT, autônomo ou MEI).
Pisos salariais de referência em 2026
Fotógrafo CLT (carteira assinada)
O piso salarial médio gira em torno de R$ 2.081 a R$ 2.500 mensais. Esses valores variam por estado:
| Estado | Piso CLT (R$/mês) | Fonte |
|---|---|---|
| São Paulo | R$ 2.300 – R$ 2.800 | Sindicato dos Jornalistas de SP |
| Rio de Janeiro | R$ 2.200 – R$ 2.700 | Convenção Coletiva RJ |
| Minas Gerais | R$ 2.000 – R$ 2.400 | SINE MG |
| Paraná | R$ 2.081 – R$ 2.500 | Sindicato dos Jornalistas PR |
| Rio Grande do Sul | R$ 2.100 – R$ 2.500 | Convenção Coletiva RS |
| Bahia | R$ 1.800 – R$ 2.200 | SINE BA |
Fotógrafo autônomo
Não tem piso definido — a renda depende da quantidade de trabalhos e valores cobrados:
• Iniciantes: R$ 1.000 a R$ 3.000 por mês
• Intermediários (2-5 anos): R$ 3.000 a R$ 8.000 por mês
• Experientes (5+ anos): R$ 8.000 a R$ 15.000 por mês
Confira mais detalhes em quanto ganha um fotógrafo iniciante.
Fotógrafo MEI
Limite de faturamento de R$ 81.000 por ano (média de R$ 6.750/mês), com custo mensal de apenas R$ 75,90. Veja nosso comparativo MEI vs ME vs Autônomo.
Salários médios por especialidade
| Especialidade | Faixa de ganhos | Modalidade |
|---|---|---|
| Fotógrafo de casamento | R$ 2.000 – R$ 15.000 | Por evento |
| Fotógrafo corporativo | R$ 2.500 – R$ 6.000 | Por diária |
| Fotografia de produto | R$ 1.500 – R$ 5.000 | Por sessão |
| Fotógrafo de estúdio (CLT) | R$ 2.000 – R$ 4.000 | Mensal |
| Fotojornalista | R$ 2.500 – R$ 6.000 | Mensal |
| Newborn/Gestante | R$ 800 – R$ 3.500 | Por sessão |
| Fotografia de arquitetura | R$ 1.500 – R$ 8.000 | Por projeto |
Veja detalhes em quanto ganha um fotógrafo de casamento.
Fatores que influenciam o salário
Localização (capitais pagam até 50% mais), experiência e portfólio, especialização em nicho, modelo de negócio (CLT vs autônomo/MEI) e sazonalidade (setembro a março é alta temporada de casamentos).
Como aumentar seus ganhos
A especialização é a melhor estratégia — nichos como newborn, gastronomia e arquitetura pagam muito mais que fotografia generalista. Invista em produtos complementares (álbuns, quadros, edição premium) e precifique corretamente — use nossa Calculadora de Precificação e a Calculadora de Custo por Foto para definir preços lucrativos. Para controlar suas finanças, veja o guia de Gestão Financeira para Fotógrafos.
Quanto custa registrar-se como fotógrafo autônomo? +
Para se registrar como fotógrafo autônomo no Brasil, os custos variam conforme a forma de formalização escolhida. Existem três caminhos principais, cada um com custos e exigências diferentes.
MEI — a opção mais recomendada
A abertura do MEI é gratuita e feita 100% online pelo Portal do Empreendedor (gov.br/mei). O custo mensal fixo é de R$ 75,90 em 2026, que já inclui INSS e ISS.
O limite de faturamento é de R$ 81.000 por ano, o que dá uma média de R$ 6.750 por mês. Com o MEI, você emite nota fiscal, contribui para a aposentadoria e tem CNPJ para abrir conta empresarial. Os documentos necessários são CPF, RG, comprovante de residência e título de eleitor.
Autônomo na Prefeitura — pessoa física
O registro na Prefeitura é gratuito ou custa entre R$ 30 e R$ 100, dependendo do município. Nessa modalidade, você paga ISS de 2% a 5% sobre cada serviço prestado e INSS de 20% sobre o salário de contribuição (mínimo de R$ 282,80 por mês em 2026).
O Imposto de Renda segue a tabela progressiva, podendo chegar a 27,5% sobre o lucro. Você não tem CNPJ e emite RPA (Recibo de Pagamento Autônomo), o que pode dificultar a relação com clientes empresariais.
ME/EPP no Simples Nacional — para faturamento alto
Se seu faturamento ultrapassa R$ 81.000 por ano, a melhor opção é abrir uma Microempresa. O custo de abertura fica entre R$ 500 e R$ 1.500 (honorários de contador mais taxas), e você precisa de um contador mensalmente, com custo de R$ 200 a R$ 500 por mês.
As alíquotas do Simples Nacional começam em 6% sobre o faturamento bruto. A vantagem é poder contratar funcionários, ter limite de faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano e mais credibilidade com clientes corporativos.
Qual escolher?
Se você está começando e fatura menos de R$ 6.750 por mês, o MEI é o caminho mais simples e barato. Quando o faturamento crescer, migre para ME. O registro como autônomo na Prefeitura só compensa se seus trabalhos forem esporádicos.
Próximos passos para se formalizar
Compare detalhadamente as opções MEI, ME e Autônomo no nosso guia MEI para Fotógrafo: Vale a Pena?. Use o Simulador MEI vs Autônomo para calcular qual opção é mais vantajosa para o seu faturamento.
Para entender seus códigos de atividade, consulte Qual é o CNAE para fotografia? e CBO do Fotógrafo. E para a declaração de imposto, veja o Guia do IR 2026 para Fotógrafos.
Quanto ganha um fotógrafo de casamento? +
Um fotógrafo de casamento no Brasil ganha em média entre R$ 2.000 e R$ 15.000 por evento. O valor varia conforme experiência, localização e o que está incluído no pacote.
Faixas de preço por experiência
Quem está começando, com até 2 anos de estrada, costuma cobrar entre R$ 1.500 e R$ 4.000 por casamento. Nessa fase, o foco é construir portfólio e conquistar as primeiras indicações.
Com 2 a 5 anos de experiência e um portfólio sólido, o valor sobe para R$ 4.000 a R$ 8.000 por evento. O fotógrafo já seleciona clientes e cobra valores mais alinhados ao mercado.
Profissionais experientes, com mais de 5 anos e agenda cheia, trabalham na faixa de R$ 8.000 a R$ 15.000. Muitos incluem segundo fotógrafo, álbum de luxo e cobertura de making of no pacote.
No topo do mercado, fotógrafos premium que atendem destination weddings cobram de R$ 15.000 a R$ 40.000 ou mais. São profissionais de renome nacional, com lista de espera.
Renda mensal na prática
A renda mensal oscila bastante conforme a temporada. De setembro a março (alta temporada), fotógrafos intermediários realizam 2 a 4 casamentos por mês, faturando entre R$ 8.000 e R$ 32.000.
Na baixa temporada, de abril a agosto, o volume cai para 0 a 2 eventos. Muitos complementam a renda com ensaios pré-wedding, gestante ou fotografia corporativa.
O que mais influencia o preço
A localização faz diferença significativa. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro pagam até 50% a mais que cidades do interior.
O tipo de pacote também pesa. Cobertura completa — making of, cerimônia, festa e ensaio pós-wedding — vale 3 a 4 vezes mais que cobrir apenas a cerimônia. Entregáveis como álbuns de luxo e quadros agregam de R$ 1.000 a R$ 5.000 ao valor final.
Portfólio forte e boa reputação online justificam preços mais altos. Avaliações no Google e presença ativa em redes sociais constroem confiança antes mesmo do primeiro contato.
Dica importante:
não concorra apenas por preço. Invista em atendimento, experiência do cliente e qualidade de entrega — clientes de casamento valorizam confiança e profissionalismo acima de desconto.
Aprofunde seus conhecimentos
Para dominar a fotografia de casamento do início ao fim, leia nosso Guia Completo do Fotógrafo de Casamento. Para montar pacotes que vendem, veja Como Criar Pacotes de Fotografia que Vendem.
Defina seus preços com confiança usando a Calculadora de Precificação. E para comparar salários em outras especialidades, veja Salário de Fotógrafo em 2026.
Quanto um fotógrafo iniciante pode ganhar? +
Um fotógrafo iniciante pode ganhar entre R$ 500 e R$ 3.000 por mês, dependendo da frequência de trabalhos, nicho escolhido e região de atuação. Com portfólio sólido e marketing eficiente, é possível dobrar esse valor em 12 a 18 meses.
Ganhos por tipo de trabalho
Ensaios fotográficos de retrato, gestante ou 15 anos pagam entre R$ 300 e R$ 800 por sessão de 1 a 2 horas. Aniversários infantis rendem de R$ 500 a R$ 1.200 por evento de 3 a 4 horas.
Formaturas e eventos pequenos ficam na faixa de R$ 400 a R$ 1.000. Na fotografia de produto para e-commerce, o valor gira em torno de R$ 10 a R$ 30 por foto, geralmente em pacotes de 20 a 50 unidades.
Mini sessões temáticas — como Natal ou Dia das Mães — rendem R$ 150 a R$ 350 por sessão de 20 a 30 minutos. Trabalhar como segundo fotógrafo em casamentos paga entre R$ 500 e R$ 1.500 por evento.
Cenários realistas no primeiro ano
Com dedicação parcial, apenas nos fins de semana, um iniciante consegue de 2 a 4 trabalhos por mês. Isso gera uma renda de R$ 800 a R$ 2.500.
Quem se dedica em tempo integral pode realizar de 5 a 10 trabalhos por mês, alcançando R$ 2.000 a R$ 5.000. Para quem opta pelo regime CLT, a média nacional para iniciantes fica entre R$ 1.800 e R$ 2.500 mensais.
Estratégias para acelerar os ganhos
Mini sessões são uma boa porta de entrada. Ofereça sessões curtas de 20 minutos com preço acessível, entre R$ 150 e R$ 250. O volume alto compensa o ticket baixo e gera portfólio rapidamente.
Especialize-se cedo em um nicho. Fotógrafos de newborn, gastronomia ou produto cobram mais que generalistas, mesmo sendo iniciantes. A especialização reduz a concorrência e aumenta o valor percebido.
Invista em presença digital desde o primeiro dia. Um perfil profissional no Instagram e um portfólio online simples já fazem diferença. Cerca de 70% dos clientes encontram fotógrafos pela internet antes de fazer contato.
Saiba mais sobre remuneração e carreira
Para uma visão completa sobre pisos salariais por estado e especialidade, veja nosso guia Salário de Fotógrafo em 2026. Se você quer atuar com casamentos, confira quanto ganha um fotógrafo de casamento.
Para atrair seus primeiros clientes, recomendamos os guias de Marketing Digital para Fotógrafos e Instagram para Fotógrafos. E use a Calculadora de Custo por Foto para definir preços lucrativos desde o início.
⚖️ Leis e Direitos
Fotógrafo autônomo tem direito a FGTS? +
Fotógrafos autônomos não têm direito automático ao FGTS. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é um benefício exclusivo de trabalhadores com carteira assinada (regime CLT).
Quem tem direito e quem não tem
Fotógrafos contratados em regime CLT têm direito ao FGTS. O empregador deposita 8% do salário bruto mensalmente em uma conta vinculada na Caixa Econômica Federal. Em caso de demissão sem justa causa, o profissional pode sacar o saldo total acrescido de multa de 40%.
Já o fotógrafo autônomo (pessoa física) não tem direito ao FGTS. Não existe nenhum mecanismo de contribuição voluntária ao fundo para quem trabalha por conta própria. O mesmo vale para quem é MEI — o enquadramento é de empresário individual, não de empregado.
Fotógrafos que atuam como PJ (ME ou EPP) também não recebem FGTS como sócios. No entanto, se contratarem funcionários em regime CLT, precisam depositar o FGTS desses funcionários normalmente.
A alternativa: criar sua própria reserva
Como autônomo, a melhor estratégia é montar o que chamam de "FGTS pessoal". A recomendação é manter de 3 a 6 meses de despesas fixas em uma aplicação de fácil acesso, como poupança, CDB com liquidez diária ou Tesouro Selic.
Essa reserva é especialmente importante para fotógrafos por causa da sazonalidade. Entre abril e agosto, a demanda por casamentos e eventos cai bastante, e ter esse colchão financeiro evita apertos.
Se você já trabalhou como CLT
Caso tenha saldo de FGTS de empregos anteriores, o saque é permitido em situações específicas: compra da casa própria, aposentadoria, doença grave, saque-aniversário ou conta inativa há mais de 3 anos.
Dica:
mesmo sem direito ao FGTS, contribua ao INSS regularmente. Isso garante aposentadoria, auxílio-doença e licença-maternidade — benefícios que o FGTS não cobre.
Fotógrafo precisa de registro profissional? +
Fotógrafos não precisam de registro profissional obrigatório
em um conselho de classe. A fotografia é uma profissão de exercício livre no Brasil — diferente de médicos (CRM), advogados (OAB) ou engenheiros (CREA), não existe um conselho regulamentador.
O que você precisa para trabalhar legalmente
O primeiro passo é o registro fiscal, que é obrigatório para emitir notas e receber pagamentos de forma legal. As opções são MEI (para faturamento até R$ 81.000 por ano), autônomo na Prefeitura (para emitir RPA) ou ME/EPP para faturamento mais alto.
A contribuição ao INSS também é obrigatória para todo profissional que exerce atividade remunerada. Como MEI, ela já está incluída no pagamento mensal. Como autônomo, você recolhe via GPS.
Se você opera um estúdio fotográfico com endereço fixo, a Prefeitura pode exigir alvará de funcionamento. Dependendo da atividade, uma licença sanitária também pode ser necessária.
Registros opcionais que agregam credibilidade
A filiação ao Sindicato de Fotógrafos é voluntária, mas oferece benefícios como seguro de equipamento, capacitações e networking. Existem sindicatos estaduais e nacionais.
A ABRAFOTO (Associação Brasileira de Fotógrafos) e associações internacionais como WPPI e PPA oferecem certificações reconhecidas, acesso a workshops e diretórios profissionais. Não são obrigatórias, mas aumentam a percepção de valor pelo cliente.
Na prática:
você pode começar a trabalhar como fotógrafo hoje mesmo, sem nenhum registro em conselho de classe. O que você precisa é estar regularizado fiscalmente — e o MEI é o caminho mais rápido para isso. As certificações e associações são investimentos opcionais que ajudam a construir autoridade no mercado.
Qual é a aposentadoria de um fotógrafo? +
Fotógrafos que contribuem regularmente ao INSS têm direito à aposentadoria nas mesmas regras dos demais trabalhadores brasileiros. A modalidade disponível e o valor dependem do tipo de contribuição e do tempo acumulado.
Aposentadoria por idade — regra geral
Após a reforma de 2019, homens precisam ter 65 anos de idade e 20 anos de contribuição ao INSS. Mulheres precisam de 62 anos de idade e 15 anos de contribuição.
O cálculo funciona assim: você recebe 60% da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, mais 2% por cada ano que exceder o tempo mínimo. Por exemplo, um fotógrafo homem com 65 anos e 25 anos de contribuição receberia 70% da média salarial.
Aposentadoria por tempo de contribuição
Essa modalidade está disponível apenas para quem já contribuía antes da reforma de 2019. Existem regras de transição com pedágio de 50% ou 100% sobre o tempo restante, ou o sistema de pontos.
Em 2026, a pontuação mínima exigida é de 101 pontos para homens e 91 pontos para mulheres. A pontuação é a soma da idade com o tempo de contribuição.
Como contribuir ao INSS como fotógrafo
Se você trabalha como autônomo (pessoa física), paga a GPS — Guia da Previdência Social — como contribuinte individual. A alíquota é de 20% sobre o salário de contribuição, com mínimo de R$ 1.412 (ou seja, R$ 282,40 por mês). Existe também o plano simplificado de 11%.
Como MEI, a contribuição já vem incluída no DAS mensal, equivalente a 5% do salário mínimo — aproximadamente R$ 70,60 por mês. Atenção: contribuir pelo MEI garante aposentadoria apenas pelo valor de um salário mínimo.
Se você é fotógrafo CLT, o empregador já desconta e recolhe o INSS automaticamente na folha de pagamento.
Atenção ao planejamento:
se você quer uma aposentadoria acima do salário mínimo, precisa contribuir acima do piso e pelo plano de 20%. O plano simplificado de 11% e o MEI só garantem um salário mínimo na aposentadoria.
📊 Códigos e Tabelas
Qual é o CNAE para fotografia? +
O CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) principal para fotografia é 7420-0/01 — Atividades de produção de fotografias, exceto aérea e submarina.
Códigos CNAE para fotografia:
• 7420-0/01 — Atividades de produção de fotografias:
O código mais usado por fotógrafos. Abrange fotografia para passaportes, escolas, casamentos, anúncios publicitários, editoriais e atividades comerciais em geral. Este é o código que você deve usar ao abrir seu MEI ou empresa.
• 7420-0/02 — Atividades de fotografia aérea e submarina:
Exclusivo para fotógrafos que trabalham com drones (fotografia aérea) ou mergulho (submarina). Se você oferece ambos os serviços, pode registrar os dois CNAEs.
Como usar o CNAE na prática:
Para MEI (Microempreendedor Individual):
O CNAE 7420-0/01 é permitido no MEI, com limite de faturamento de R$ 81.000/ano. A contribuição mensal é de aproximadamente R$ 75 (valor de 2026), que inclui INSS, ISS e ICMS. Este é o caminho mais simples e econômico para formalização.
Para ME (Microempresa) ou EPP:
Se você fatura mais de R$ 81.000/ano, abra uma ME com o CNAE 7420-0/01 no Simples Nacional. As alíquotas começam em 6% sobre o faturamento bruto.
Atividades incluídas no CNAE 7420-0/01:
Fotografia publicitária, fotografia de eventos (casamentos, formaturas, festas), fotografia de produto, fotografia de estúdio (retratos, books), fotografia editorial, fotografia industrial, restauração e retoque de fotografias, filmagem de eventos e produção de vídeos.
Atividades NÃO incluídas:
Fotografia aérea (CNAE 7420-0/02), produção cinematográfica (CNAE 5911-1/01), design gráfico (CNAE 7410-2/02) e processamento laboratorial de filmes (CNAE 7420-0/04).
Dica importante:
Ao contratar um contador, confirme que o CNAE registrado corresponde exatamente às atividades que você realiza. Usar o CNAE errado pode gerar problemas fiscais e dificultar a emissão de notas fiscais.
